Repescagens
Sábado, Fevereiro 14, 2004
este post serve como fim ao já abandonado repescagens, e como sopro de vida ao novo outras repescagens. este texto, tendo em conta a situação e altura :) em que ficou o repescagens, faz todo o sentido ser o post final. como o texto é um pouco alucinado, também faz todo o sentido ser ele a abrir o novo outrasrepescagens
(o meu enorme obrigado a um grande amigo. depois da desintegração
dos vários fóruns sons... este texto e muitos outros perderam-se na net.
mas não há nada que não se resolva com a ajuda dos amigos.)
adeus repescagens.
olá outrasrepescagens.
_________
P/ Rosie Thomas
a vida é lixada, não é?
por mais que tentemos não deixar fugir a alegria, o sorriso, o sonho... às
vezes não conseguimos... somos tantas vezes apunhalados pelas costas, não é?
e estamos sempre a errar, a errar. e como se não bastasse, a vida erra em
nós tantas vezes... queremos tanto os outros, mas é tão difícil abraçá-los,
não é? temos medo. somos timidos. atiramo-nos de cabeça parecendo uns loucos
extrovertidos, mas no fundo, só invejamos as pessoas que conseguem o meio
termo. algo que alguns definitavamente não conseguem.
dizem que és parvinha? não te preocupes. também dizem o mesmo de mim por
vezes. mas é tão bom fintarmo-nos a nós próprios e abraçarmos os outros, não
é? provocar aquele sorriso parvo e ver aquele brilho nos olhos... e partir
daí para algo muito bonito, ou muito feio hehe pois... às vezes somos tão
parvos... e tu passaste todos os limites, no teatro... hehe
podias apresentar-te em palco, não dizendo uma palavra e só cantares as tuas
canções sofridas e dolorosas... mas não... não eras capaz disso, pois não?
és daqueles seres que quando conta algo de si, por mais doloroso que seja, o
faz sempre com piadas parvas pelo meio. sorrindo às vezes. porque sabes que
a vida é linda. por mais merda que tenha. e temos de sorrir sempre.
enfrentando os nossos demónios, e os cruzamentos que nos deitam ao chão
tantas vezes. nunca deixando de gritar bem alto, como o fizeste no teatro da
luz.
e depois sorrir. simplesmente sorrir.
gostava de beijar-te o coração.
lamber as tuas lágrimas.
adeus
arab
Domingo, Agosto 17, 2003
... Wayne Coyne@Flaming Lips ... (msg no blog)
não sei se terei heróis, mas a ter algum, só pode ser este tipo. o grande, grande wayne coyne.
aliás, sem merdas, hehe
o wayne coyne é o meu herói! :)
arab
bjork@pj harvey@primal scream (msg no blog)
bjork - não estive no meco... era complicado estar lá, quase na mesma semana em que vim do festival do porto. sofri. mas fiquei muito pior, depois da venenosazzzz, me ter descrito o concerto e o que sentiu... :)
pj harvey - não estive no sudoeste em 98. em 2000 fiquei à porta do rivoli. chovia. isto tudo, depois de uma viagem lisboa - porto. depois o concerto no coliseu foi cancelado (para quem se lembra, teria os giant sand do grande howe gelb, na 1º parte). tudo bem, estive no sudoeste em 2001. :) mas faltou alguma coisa a essa noite...
algo que suspeito, paredes de coura terá. e eu não estarei lá....
estou de rastos... :)
mas depois de ter visto estes senhores há uma semana no sudoeste, após anos de espera interminável, aguenta-se tudo, tudo! ou quase tudo... ;) :)
que noite única, entrega total, demolidora, deslumbrante, planante, excessiva, alucinada, dançante, louca, rock, energia, espírito, liberdade, sonho, ..., nos ofereceram os primal scream. oohhhh yyeeaahhhhh!!!
arab
Vilar de Mouros@...03 (msg escrita a 23.07.03)
então vamos lá ter a minha contribuição, atrasada é certo, mas ainda a tempo. thread que já conta com grandes textos. muito melhores que este devaneio alucinado que vai sair daqui, mas não há-de ser nada....
cheguei ao recinto às 17h30 de sábado, altura em que estavam no palco secundário, os grace. entregar o convite, receber a pulseira e ir procurar sítio para a tenda.
quando voltei a entrar, já tocava o lenine. estava com muita vontade de o ouvir (gosto do último álbum e da atitude dele) mas o cansaço da viagem de quase 10 horas, e a fome, fizeram-me ficar pelos comes e bebes a recuperar e a pôr a conversa em dia
dos planetas, eh pá... grande seca! mais nada a dizer.
depois o rufus. há pouco estive a falar com uma amiga, que não percebia muito bem a critica do público ao concerto. (grande, grande texto) a amizade faz coisas terríveis e durante 3/4 músicas, numa casa isolada da zona saloia, ela também esteve presente na 2º/3º fila do público. por ter ouvido só a magia da voz e da música do rufus, e mais nada, perguntava-me por entre dúvidas: "mas... não foi bom? eu achei lindo!..."
e sim, foi lindo. grande, enorme rufus. não vou falar de alinhamentos/festivais/concertos, por cá. ainda não há muito tempo escrevi imenso sobre isso. mas falta de concertos/aposta por cá durante o ano... ou não. alinhamentos de merda... ou não. tenho que reconhecer que muita gente não está ali pela música, mas para verem uns quaisquer mascarados aos saltos. (nada de confusões, eu gosto de blasted) mas há gente, para quem a música é aquela coisa que acontece lá ao fundo, entre as duas últimas bancas de cerveja, e o que é preciso é barulho. "foda-se, um gajo com um piano, que é esta merda? dahhhh"
mas foi bonito vê-lo a dar volta aquela merda toda, e oferecer a sua magia a todos aqueles que a agarravam e esqueciam tudo o resto. como ele esqueceu e o seu sorriso expressava isso. as suas tiradas certeiras de génio demonstrava que ele não se sentia só. e no fim quando agradeceu a uns e fez questão de não agradecer a outros, como só alguém com a coluna vertebral direita - e para quem a música é tudo, tendo-a tocado com entrega total - consegue fazer.
obrigado rufus. mas não, não tinhas máscaras...
a seguir david fonseca. como já escrevi no fórum, eu gostei do álbum por várias razões, que não vou dizer outra vez. estava bem curioso, para ver como ele resultava em palco. acho que foi um concerto bem conseguido. mas como o álbum, tem umas músicas em levanta voo, outras não. o concerto é um pouco assim, às vezes parece estar prestes a disparar, mas de repente volta tudo à terra. mas gostei e vibrei com algumas músicas. um ambiente de intimidade, especial, às vezes atigindo de forma magistral. na globalidade um concerto maduro, bem produzido, que não envergonha as influências que a música do d fonseca tem. nem os que vêem nela alguns pontos de contacto, seja em ambientes, nas palavras, ou nas mesmas influências musicais.
uma palavra para a sempre bela rita pereira, que com o seu modo de tocar, somo só as fadas conseguem, ´dá algo de muito especial aquele palco. é indescritível ver as suas mãos a voar sobre o teclado... como é ver o peixe tocar a sua guitarra, a partir aquela merda toda.
um grupo de espanhóis que estava ao meu lado, gostaram imenso do concerto, e a dada altura, estavam mesmo a passar-se por completo. se calhar não conheceram os silence 4, tudo os que o rodeou, e não partiram com influências negativas, nem com preconceitos...
o cansaço e a exaustão começaram a tomar conta de mim. a noite já ia longa e eu estava quase com uma directa. mas não resisti, e como tinha planeado, fui espreitar os sons de mad professor. e não é que a exaustão desapareceu por completo hehe o que vibrei com gajo atrás daquela enorme mesa, e os dois tipos que não paravam de saltar e a emanar boas vibrações, alegria, para o público que não parava quieto. que grande ambiente e fim de noite maravilhosa.
ainda não sei muito bem como fui dar à tenda, mas consegui. lol (no meio da escuridão, entre pontes, estradas romanas, silvas de um lado, o rio do outro, pessoal completamente fora para cima, para baixo, outros a ziguezaguear. é um mistério para mim, como é que uma metade não caiu ao rio, e a outra não se partiu toda nos perigosos calhaus romanos. )
o 2º dia começa verdadeiramente, aquando da veneração do grande deus. hehe depois da verdadeira peregrinação dominical das seis da tarde, esperar pela aparição prometida.
e o que dizer? eu ainda não sei. já houve aqui bons textos que tentam descrever de forma clara esses momentos. foi literalmente uma entrada noutro mundo, do qual foi muito difícil sair. 5 aves raras abandonaram as primeiras filas à frente do palco, e não diziam nada. havia abraços, murros nos ombros, sorrisos tímidos, mas nenhuma palavra. andava-se para a frente, para aos lados... que direcção tomar, depois daquelas duas horas de loucura desenfreada dos melvins, e momentos únicos, poderosos, belos, avassaladores, irrepetíveis, de tomahawk?
o martinez e mrs martinez que o digam. pois, ao encontrar as aves raras, das frases que ouviam, 80% delas eram constituidas por uma só palavra... tomahawk. hehe
enquanto recuperava a força, tentava dar alguma ateñção aos wailers. e sinceramente, parece tudo muito forçado. soa tudo muito estranho. estava longe, mas... não me parece.
eu nunca tinha visto tricky ao vivo. ia preparado para o facto deste tricky, não ser o mesmo que tanto venerei há uns anos atrás. mas começando o concerto lá atrás, fui avançando no público, à medida que os sons e aquele animal de palco, me obrigavam a fazê-lo. acabei à frente do palco. não sei se foi um bom concerto, queria mais, se calhar até outra coisa... mas gostei de ver tricky em palco. sentir a força poderosa e magnetizante da sua música, mesmo não sendo aquela a que eu queria ouvir... mas gostei. tricky em palco é único e vou dar mais atenção a este último álbum.
e agora o fim de noite... sim, eu não conhecia praticamente nada de public enemy. além de simpatizar com a postura, atitude denunciadora, alerta, revolta, paz, nunca entrei nos sons deles. por nenhuma razão em especial. andava noutros sons, depois passei para outros, outras ondas, outros lados.
muito bem. eu enlouqueci. eu dancei, eu pulei, eu corri, sei lá! hehe há muito que não vibrava tanto num concerto. e vibrar é a palavra. como vibrei. estava completamente exausto, estafado, a noite já ia longa, e horas antes tinha-me passado um camião por cima... mas queria lá saber. ansiava por ritmos, batidas, sons , palavras, dança, dança. acabei o concerto lá à frente. abraçando pessoal, dançando, levantando os braços de forma demente.
e o fim da noite, com o incansável (como é que ele se chama mesmo? hehe) com o v da vitória no ar. com o punho da luta levantado, gritando. todos. o ambiente indescritível, que de certa maneira senti no ar, no martim moniz, aquando das festas no âmbito das conferências. e nunca deixaremos de lutar, e que se foda o lugar comum, mas um outro mundo é possível. nem que seja nas nossas cabeças, nos nossos corações. e em vilar éramos muitos, muitos. e a música, dançar, dançar.
eram 4 da manhã e perguntava-me como é que conseguiria encontrar o caminho de volta. lol
uns breves apontamentos para:
martinez e mrs martinez que voltei a encontrar nessa altura das 4 da manhã, quando procurava a banca das farturas. o sorriso nortenho, o abraço quente da força das pedras de granito, está sempre lá. não me lembro da conversa e de mais nada LOL mas há coisas que não se esquecem
o nuno e a forma como levantava os polegares ao rufus, ou a forma como se contorcia em tomahawk, com espasmos dolorosos, mesmo quando metade do pessoal lhe caia em cima, depois de me terem passado por cima. e a forma como levantava os braços tentando atrair (acho...hehe) a energia do ar, os sons que pairavam, para o invadirem ainda mais. é bonito ver alguém sentir assim a música.
e falando de sentir a música, o que dizer do cookiegui, que depois de tomahawk, andava completamente perdido, sem expressão alguma, a vaguear sem destino. hehe a um toque de ombro que eu lhe dava, ele tentava fazer um sorriso tímido, mas sem sucesso. e continuava a andar ao acaso, com um olhar impagável. o que a música nos faz. e mais uma vez digo, que bonito é ver alguém sentir assim a música.
música. paixão. loucura. corações maiores que o mundo. foi o que encontrei, num ecran de televisão. hehe eu explico. quando cheguei a casa e depois de descansar um pouco, fui ver uma cassete video que me esperava a rever o concerto de tomahawk, mesmo assim continuando com dúvidas, que aquilo aconteceu mesmo a uma dada altura, aquando de uma perspectiva das primeiras filas do público, lá estavam 5 trombas com olhar alucinado. 3 delas feias como os cornos hehe e as outras duas, belas, belas. sorri e emocionei-me. aquelas duas expressões, valem o mundo inteiro, olhando o palco, sentindo de forma tão especial, aquele concerto único. a personificação literal das primeiras palavras deste parágrafo. (outsider e venenosazzz)
e termino este longo texto, com a lolita das farturas.
fim de noite, 4 e tal, lá encontrei a banca das farturas. fui para lá. no balcão está uma miúda dos seus 14/15 anos. muito gira. sorri e pedi uma fartura. ela com um sorriso matreiro diz-me: "não sei se dou." LOL foda-se, fiquei sem reacção. aquilo não se estava a passar. volto a sorrir e torno a pedir a fartura, e ela a olhar para mim com a mesma expressão... oh pá... ela lá diz que sim, que como é para mim, vou levar esta fartura. "esta fartura" é um daqueles círculos enormes de fartura, de onde se cortam as ditas. hehe pegando naquilo tudo com as duas mãos, agradeci e desejei-lhe uma boa noite. ela despediu-se com aquele mesmo sorriso. e eu caminhava pelo recinto, tentando procurar o caminho de volta, dando dentadas naquela "fartura" que segurava com as duas mãos. LOL
hehe
e para mim os dois dias de vilar acabaram, no autocarro 46, que apanhei em sta apolónia, para o rossio.
é engraçado ver e sentir a cumplicidade entre os patetas que fazem o caminho de volta, entre comboios e esperas intermináveis. um cigarro partilhado, uma conversa perdida, alguém alucinado vai buscar à mochila um cd autografado dos tomahawk e mostra-mo com emoção, ou simples olhares que muito dizem.
nesse autocarro de fim de tarde,de uma segunda, reparei numa rapariga que levava uma mochila no colo. no pulso ainda a pulseira do crime. os olhares tocam-se, e o sorriso é inevitável. quando me levantei para pôr a minha mochila às costas, desequilibrei-me e lá me consegui segurar lá em cima. ela riu-se e eu disse-lhe: "então adeus. diverte-te." e ela brinda-me com um: "adeus. até para o ano!" saí do autocarro e não resisti. a loucura estava instalada. virei-me e disse-lhe adeus.e ela lá dentro acenava-me sorrindo.
fiz o caminho todo até à estação do rossio, com a imagem do outro em cima do palco, com o punho levantado. e eu e nós todos, também os braços levantados em direcção ao céu.
espero que nunca destruam de vez os festivais por cá. que nunca os verdadeiros apaixonados pela música / liberdade / amizade /etc / os que fazem kms para descobrir novos sons, visões, dança, etc apaixonados pela música, sons, descoberta, nunca deixem de percorrer o país. que nunca se cansem. que nunca se sintam defraudados... que nunca sintam um dia que a música passou a ser um simples acessório no circo...
nunca...
adeus
arab
thread fórum sons
Azure Ray@... (msg escrita a 23.05.03)
esta mensagem é inserida também no thread da Íntima Fracção.
Foi nela que eu descobri azure ray. Estou doido. Sabem aquela sensação, que têm quando descobrem algo, e não conseguem ouvir mais nada, pois só aqueles sons fazem sentido? Que encontraram algo que há muito procuravam? E de repente tudo faz sentido?
Já senti isto algumas vezes, com vários sons. Mas não tantas vezes assim...
o som das azure ray, é de uma beleza atroz, desarmante, uma simplicidade tão límpida, que dói só de ouvir. Pensem em cat power, red house painters, will oldham, beth orton, josh rouse, mirah, lucinda williams, low, neko case, lisa germano, ..., tudo nomes, a maior parte, que como sabem, eu ponho lá em cima e praticamente venero.
agora imaginem estes nomes todos juntos, e algo os sublima de uma forma deslumbrante. Esse algo são as azure ray.
e não escrevo mais nada.
(já procurei os álbuns por todo o lado, mas não encontrei. quem estiver interessado, estarão no sítio do costume, de onde os tirei.)
a boa surpresa, é que as azure ray são a outra parte dos bright eyes. hehe
adeus
arab
thread fórum sons
Twilight Singers@... (msg escrita a 30.07.03)
a memória tem destas coisas
a cerca de um ano e tal, ou mais, invadi o fórum de forma demente. estava com os copos. muito. ouvia um álbum que me arrancava de qualquer razão, que ainda poderia existir dentro de mim, nessa noite.
hoje não estou com os copos. estou mais com garrafas. mas são de água. pequenas. e já vou na 4º. fresquinhas. está um calor do caralho, não podia estar mais sóbrio, e as músicas nos meus ouvidos, voltam a tirar-me de forma violenta desta merda. este é um thread de completa devoção, veneração, assombro, aos twilight singers. e agora vou deixar este quadrado branco. vou levantar-me e começar a andar para a frente e para trás, tentando não tropeçar no fio de 7 metros dos meus auscultadores, enquanto balbucio sei lá o quê.
até já
thread fórum sons
Festival do Porto@...03 (msg escrita a 29.06.03)
1
14h. café da pousada da juventude. sentado, tentando perceber se já estou acordado ou não, vejo a chuva a cair, o rio, a foz ali ao fundo. na rádio começa a aime mann a cantar. wise up. o meu olhar perde-se no horizonte. não preciso dizer mais nada. há momentos que não são deste mundo. belos demais para serem verdadeiros.
tinha que agradecer a muita gente, e sei que me esquecerei de alguém. como já disse, não sei muito bem se já estou acordado ou não, e tenho razões para isso LOOL
assim agradeço a todos, pá!! as boleias. os sorrisos, a alegria, a simpatia, ...
só não agradeço à chan... porra... até doeu...
mas ela é linda.
adeus
os luna foram grandes e migala especiais.
e um grande obrigado ao festival do porto, e à coragem e força, organizar algo como o festival do porto.
venha o próximo!
agora vou-me embora.
adeus
arab
thread fórum sons
2 (msg escrita a 02.07.03)
a um elefante andante, que andou a percorrer as ruas do porto, às vezes perdido , outras vezes com o objectivo bem definido, mas sempre a transportar grandes conversas, boas discussões, saborosas tertúlias.
adeus :)
arab
thread fórum sons
3 (msg escrita a 02.07.03)
Luna@Festival do Porto.03
(...)
grandes fotos marble giant! ;)
que grande concerto! :)
eu dançando, inebriado com o som deslumbrante dos luna; o marble giant entre o psicadelismo hipnótico, gritava :D letras dos velvet; a petra, sorrindo, e mexendo os ombros, da mesma maneira como enfeitiça todos, quando canta.
que grande noite.
e que expressões tão belas, tão belas... ;)
:)
arab
thread fórum sons
Mark Eitzel@Lux.03 (msg escrita a 27.04.03)
1
O que é que faz alguém, mais para lá do que para cá, andar às 4 e meia da manhã a abrir torres de pc a verificar ligações de um disco marado, e a instalar finalmente drives e controladores, e placas de rede. E diabo a sete?
O que é que faz alguém, depois de verificar que na fnac chiado não havia bilhetes e saber na altura que também não havia na fnac colombo, correr até ao terreiro do paço para apanhar o autocarro para o lux? Sabendo que, claro, haverá bilhetes no lux, mas mesmo assim não conseguindo parar de correr?
O que é que faz alguém, estar estupidamente nervoso pelo começo de um concerto, que mal fala, parecendo algue´m com problemas graves, que precisa tratamento, pois, mal consegue falar com os outros parecendo a leste… completamente fora… (ainda mais do que habitualmente… )
Alguém que no meio daquele público da sala no lux, assistiu a um sonho tornado realidade.
De alguém que tem um amigo e não sabe. Alguém que canta as suas músicas para cada um de nós, como se os outros não existissem. Como se naquele concerto todos estivessem sozinhos a ouvir as canções de mark eitzel, como se mais nada existisse. Mas é um engano. Os outros existem. E as músicas de mark eitzel contam histórias dele. De nós. Dos outros… Naquele momento em que as luzes começaram a rodar pela sala, eu com mais uma imperial na mão, senti o chão fugir debaixo dos meus pés… A tontura e a alucinação invadiu-me por completo. Mas não resisti. Deixei os fantasmas entrar. Da mesma maneira que os deixo entrar, naquelas noites longas em que com eles já perto de mim, lhes ofereço um copo e nos sentamos a conversar e a resolver problemas antigos. Cada luz daquelas era uma namorada que perdi. Que magoei. Que se despediu. A quem eu disse adeus. Ou um amigo que mudou. Ou eu mudei. Ou que seguiu outro caminho. Ou uma amiga que traiu a amizade de sempre. Ou um amigo. Algumas luzes brilhavam naquela sala, a rodopiar, mas era ilusão, já que algumas delas, deixaram de brilhar já há algum tempo. Mas o meu amigo, o nosso amigo, deita o microfone ao chão e grita com a sua voz sentida, enquanto bate com o pé no chão. Dizendo-nos que estamos todos juntos nesta merda. Que tudo se há-de resolver. Que vamos continuar, enquanto houver estradas e caminhos para percorrer. (e neste fórum sabem de quem falo, nesta última frase, esse outro nosso irmão, o jorge palma)
E paro por aqui, para não falar na música que o mark eitzel dedica a jeff buckley. Talvez não concorde com alguma coisa dessa música… Mas ele diz que a maior parte das pessoas neste momento, só gosta de coisas, objectos… Ele diz que é como jeff buckley. E eu sou como mark eitzel. Nós somos como ele. Como eles. Eles são nós. Nós somos eles. Uns tristes que tentam acreditar todas as manhãs, que vale a pena acreditar, e ver o nascer do novo dia. E continuar…
Vale sempre a pena. Sempre.
E eu vou repetir-me, mas tem uma lógica esta repetição. Já que ao lado do postal de mercury rev, aqui na minha secretária, vai estar outro postal. O referente ao concerto desta noite, do mark eitzel.
São concertos como o desta noite que me fazem continuar. São concertos destes que nos fazem continuar.
Mais uma mensagem para mais logo me arrepender? Talvez.
arab nas nuvens da madrugada
2
(...)
Sabe, na minha mensagem, poderia falar de relações falhadas, de morte, de tragédia, e outros males – uns por nossa culpa, outras vezes não - que nos assolam a vida por vezes. (como já fiz aqui no fórum às vezes, e depois me arrependo…)
E poderia porque tudo isso, me passou pela cabeça ontem. Mas não tinha coragem de falar em tudo isso, num thread sobre mark eitzel. Quem sou eu? Além disso a noite de ontem, transmite-me acima de tudo esperança e um grande abraço. E foi esse abraço sincero, atabalhoado, de forma leve... De alguém que com a sua humildade e coração aberto, nos oferece de uma forma ímpar.
(...)
thread fórum sons
Tucanas@Martim Moniz.03 (msg escrita a 14.06.03)
vi o concerto na feira do livro há 2 semanas. Depois assisti ao concerto no martim moniz. (já agora, que grande ambiente se viveu no martim moniz nessa noite, e pelo que me contaram, nas outras também, hehe
bem, acerca do concerto das tucanas, estou completamente deslumbrado pela música das tucanas. às vezes aqui no fórum, falamos da tal paixão da música, o desejo da sua partilha, todas as emoções que são despoletadas por ela, seja nos concertos ou no nosso canto.
a alegria, a simplicidade, a emoção pura da partilha e o desejo de festa, os sorrisos sinceros de todas elas, enquanto manejam com mestria e também com alguma espontaneidade hehe os seus estranhos instrumentos, provindo deles, sons de tradição portuguesa, ritmos brasileiros ou africanos, é magistral.
pá, fiquei mesmo deslumbrado. fica-se com um sorriso nos lábios, dançando e saltando.
é engraçado de ver como elas agarram o público, pelo menos nos dois concertos que vi. com público muito diferente, e que ficaram ambos envolvidos na música delas. então no martim moniz, foi mesmo uma festa completa! E notava-se no princípio que a maior parte, nem as conhecia.
não as percam de vista!
e claro, tá bem, elas são todas giras. hehe :) mas, e elas sabem muito bem isso ;) , e espero não ser mal interpretado, isso faz também parte do espectáculo, como se houvesse ali um jogo deliberado entre a sensibilidade feminina e os próprios ritmos da música que apresentam...
pá, já devem ter percebido. fiquei maluco e estou completamente fan das tucanas.
alegria pura! é impossível não sorrir e não dançar
adeus
arab
thread fórum sons
Beth Gibbons@Coliseu.03 (msg escrita a 04.04.03)
Notas breves. (e são breves, por motivos que alguns forenses compreenderão bem. hehe )
Foram 50 minutos, mas 50 minutos que duraram horas. A beth gibbons canta e o mundo pára. Há momentos em que parece que aquela voz pára, e ficamos todos a pairar num quqleur sentimento ou emoção, no ar. Eu senti-me a pairar no coliseu. (tá bem, sou maluco)
Agora, há aquela sensação de o concerto ter acabado quando começava a rebentar por aí a cima.
Um olá a todos os forenses que encontrei. (grande confusão com sms eu nem conto nada.. tenho que comprar um tlm novo. lol E confusões não só com sms… hehe)
Acerca da teresa gabriel. Eu simpatizo com ela. Com a forma como ela aborda a música, as vibrações que emanam do palco. A coragem que ela tem em apresentar as suas músicas e naquilo em que acredita (algo que eu acho que está presente na sua música, para o bem e para o mal, de certa maneira…) Mas reconheço que aquelas introduções… algumas letras… a forma de apresentar certas coisas… mas simpatizo com aquela sinceridade e alguma loucura. E acho que poderá estar ali, naquela forma de enfrentar as coisas, algo muito promissor. (foi muito engraçado v^-la só a enfrentar o coliseu, mas não me importava que ela tivesse vindo com a banda ;) aquela violinista... :)
venho mesmo maluco com a beth gibbons. E com o desejo incompressível, ou talvez não… cada vez tenho mais vontade de ver aime mann ao vivo.
a beth gibbons… Aquela mulher canta e… oh pá…
adeus
arab a minha teoria é que ela pediu desculpa, por não cantar mais… eu vi assim a coisa. Ela é tão linda, tão bonita…
thread fórum sons
11 de Setembro@mensagem do arab... (msg escrita a 12.11.01)
(escrita horas depois do 11 de setembro...)
Pois é… Um nick interessante para se ter numa altura destas… O engraçado disto é ter quase a certeza que as minhas mensagens por aqui vão ser passadas a pente fino – e por acréscimo o fórum (cuidado Herbsman!) – pela NSA ou como essa merda se chama.
Não tenho palavras para o que se passou ontem. Fiquei chocado. Mais uma vez são inocentes que morrem (como sempre). Seja onde for. Mais uma vez se vai procurar a doce vingança e instigar o ódio para “resolver” e “solucionar” o problema. Como aquele tipo ontem na sic ou lá onde era que dizia que Israel resolvia o problema do terrorismo em 5 dias… A política unilateralista, isolacionista e imperialista dos EUA com o desprezo total pelos outros povos, o “somos a única potencia mundial, os garantes da virtude e da moral do mundo” (tal e qual como aquele ministério pavoroso dos Taliban…) o apoio que dá à politica assassina de israel, o rasgar da forma como o fez os tratados sobre o ambiente, a tentativa de colonizar de forma literal o mundo economicamente e não só…, etc, etc não pode ser esquecido e o ataque horroroso e atroz de ontem não se pode dissociar disto tudo. O ataque de ontem não é devido a uma qualquer entidade do mal como o réptil no seu discurso débil repetiu vezes sem conta… É devido a uma quantidade enorme de factores que merecem reflexão atenta, agora mais do que nunca… mas não, como não pode deixar de ser o mundo partirá mais uma vez para o ódio, para a mesquinhez, para o garante dos mercados mundiais, para a tolerância hipócrita, para a tal democracia que vejo todos na televisão com a boca cheia dela, mas não é a minha democracia e duvido que algum deles saiba verdadeiramente o que ela é.
No outro atentado, a sua origem veio de dentro dos estados unidos. Neste pelo que parece, e tudo indica que sim, veio de fora. mas incomoda-me a colagem e a “venda” que começou logo ontem dos fundamentalistas islâmicos e da forma gratuita e “globalizante” que se fala desse império do mal que são os países do Islão…
Todos aqueles que são diferentes de nós e que não aceitam as nossas ideias são o demónio…
Bem sei que as várias facções do fundamentalismo islâmico combatem o “demónio”. Por isso é que são fanáticas religiosamente. Com uma capacidade inumanas para actos como os de ontem (se foram eles). Mas não deixando de condenar e de me consternar com os actos destas bestas, sou obrigado a perguntar: quem é o demónio no médio oriente? Quem luta pela paz? Quem quer a paz?
Bem, poderia continuar mas escrevo muito a quente. Esta merda toda choca-me. Como me choca constatar mais uma vez que ninguém vai ter a inteligência e a coragem para enfrentar o problema de frente. Mas o que podemos nós esperar daquelas bestas que defendem a democracia para a enviar para os grupos económicos desprezando toda a população. População essa tanto do hemisfério norte como do hemisfério sul que acreditem, não vão morrer em silêncio…
Para a NSA – o meu verdadeiro nome é Dakota…
Dakota que nasceu em Lisboa e escreve estas linhas perto do castelo dos mouros… Tem costelas Alentejanas, não gosta de ir ao Algarve, o Algueirão é mesmo aqui perto, etc, etc…
Já sabem, não se esqueçam de espancar todos os vendedores de rosas do bairro alto, pois são possíveis terroristas de certeza.
Já agora insultem também essa escumalha que veio de leste que eles comem crianças ao pequeno-almoço.
Enfim…
Na Itália o medo, a igorancia, a intolerância já está no poder. Algo me diz que com esta merda toda…
Espero bem que não…
Dakota Arab ainda chocado e a escrever a quente…
thread fórum sons
Flaming Lips@para quando a magia na Aula Magna? no Garage? seja onde for...
1 (msg escrita a _._.03)
e no meio deles os flaming lips.
arab que está com um sorriso a lembrar-se dessa noite. do wayne coyne a gritar alentejo. dos adeptos de sepultura rendidos à magia hehe, e os poucos alucinados no meio do público de sepultura, a levantar o braço ao mesmo tempo do wayne coyne, de uma forma totalmente espontânea, inebriados na música.
grande noite!
arab
2 (msg escrita a 14.08.01)
Flaming Lips@Sudoeste.01
(...)
Também fui um dos que “enfrentou” o público dos Sepultura para ver os Flaming Lips. Foi um sonho. Engraçado ver alguns adeptos de Sepultura ficarem calados, perplexos com o que estavam a assistir (demasiado para tão poucos neurónios, de certeza… heheh – estou a brincar! hehe) e alguns até começarem a dar sinais de estarem a gostar… ahahah
Eu alucinei e fui um dos que cantava loucamente de braços no ar ora saltando, ora gritando. E foi bom trocar olhares com pessoas distantes no meio da maralha dos sepultura, também possuídas pelos momentos únicos que partilhávamos.
Tenho a certeza que foi dos espectáculos mais estranhos que alguns fans de Sepultura assistiram. Eles não protestaram, nem boicotaram o concerto (como tinha algum receio), devido aos poucos dementes que naquela multidão gritavam e levantavam os braços exactamente no mesmo momento Wayne Coye. Tiveram o bom senso de não se meterem com gente doida que gozava uns dias fora do hospício…
hahaha
(...)
Sigur Rós@Coliseu.03 (msg escrita a 02.03.03)
(este texto foi escrito às 4 e meia da manhã, depois do concerto. é habitual escrever na mesma noite, sempre a quente, depois dos concertos. mas desta vez foi demasiado a ferver. a noite não tinha sido simples... perto das 6 da manhã estava à frente do monitor para apagar a mensagem. mas não o fiz. a grande derrota é esquecer.)
Estou aqui há imenso tempo a olhar a página do word em branco…
Não sei como explicar a noite de hoje no coliseu. Foi o melhor concerto a que já assisti? Não. Até a meio estava a ser um concerto algo morno… Faltava a magia do ccb. De repente, isto deu cá uma volta e passei-me por completo. Aquele final apoteótico…
Bem… não sei como lerão este meu sentimento ao concerto. Mas tenho uma necessidade enorme de o transmitir. Não sei é se conseguirei…
Primeiro que tudo, devo dizer que me irrita tanto as palmas fora do tempo, como os gritos gratuitos, os shiuus nazis e presunçosos, etc
Mas se há algo que eu não percebo é a ausência de pessoal a levantar-se e a gritar espontaneamente, outros a começar a dançar loucamente, libertarem-se, não sei… E quem escreve isto é alguém que no fim do penúltimo tema não se levantou e desatou aos gritos… mas ficou inerte, sem reacção, a olhar o palco, ao seu redor…
Acho que faz falta de tempos a tempos, termos a nossa luta de rua, com alguém que ia a passar. E depois dela, olhar o adversário e sorrir devagar enquanto ele nos brinda igualmente com um sorriso. Os amigos zangarem-se de forma violenta, num bar qualquer e aos gritos, cuspindo para cima um do outro, ameaçarem-se de porrada. E um tempo depois beberem um copo, em pratos limpos. O desejo do beijo e o abraço violento de quem arranca a roupa de um golpe. De quem beija como se fosse o último beijo, como se tudo acaba-se dali a nada.
Eu não consigo viver sem explosões. Mexi-me, esperneei. Mas queria dançar, gritar e não o fiz. Não percebo porque não o fiz. Não percebo porque ninguém o fez. Talvez porque sentiram o mesmo que eu. Não sei.
A amizade, o amor, a vida, não é racional. Não é contemplativa. Sem loucura, descontrole nada existia. Quem somos nós, ali parados, a ouvir aquela música, inertes?
A meio do concerto, houve alguma coisa que me fez passar para o outro lado… Têm sido uns tempos difíceis. Para mim e para toda a gente. Nada que se não enfrente e vença. Mas naquele momento… Da música, do ambiente, das luzes, de tudo, não sei… Raramente chorei num concerto. Neste também não chorei. Eu não costumo chorar. Mas desde essa altura, o nó na garganta instalou-se para lá ficar quase até ao fim. Algo a que definitivamente não estou habituado… Algumas vezes estive para me passar por completo. O concerto na sua recta final, teve momentos de uma beleza atroz. Estou numa encruzilhada há algum tempo. Além disso conheço a morte há anos. Mas há algum tempo estive com a morte nas mãos. Nos braços. Como se não bastasse, vi amizades de anos desmoronarem-se num segundo. Tudo me invadiu e cercou no meio daqueles sons. Tudo.
No fim do concerto, aquele final, o nó desapareceu. Eu sorria. Os braços não paravam. Aquele final de concerto…
Talvez devesse ter chorado.
Não foi o melhor concerto. De longe. Mas é daqueles concertos que nunca iremos esquecer, e que farão parte de nós de uma forma ou de outra. Que nos abanam. Nos atiram contra a parede. Que nos fazem acreditar.
Até à vista
arab dakota
thread fórum sons
Segunda-feira, Julho 07, 2003
Cat Power@BláBlá.03 (msg escrita a 30.06.03)
(1)
A noite de Cat Power, num qualquer hotel do Porto:
No quarto, a Chan e o português sortudo olham os telhados do Porto. Comentam a beleza da cidade e ele até a faz rir, com uma piada marada, metendo gatas misteriosas e lindas, telhados e noites escuras.
Quando ela termina de rir, ele tenta beijá-la. Ela toca os lábios dele com os seus, mas o beijo não durou 2 segundos, pois ela começa logo a falar das luzes do quarto, e aquela cadeira lá ao fundo, o tempo que faz em Boston, e qualquer coisa do Luther King. O gajo lá vai tirar a cadeira que a chateava, muda as luzes, e tenta não perceber o resto. Volta a olhar para ela, está sentada na cama e estende-lhe os braços. Ele dirige-se para ela e abraça-a, mas o beijo voltou a não durar mais do que dois segundos, pois ela começa aos gritos, e pede ao gajo que grite com ela, que o Vicent Gallo é lindo. Lá gritam os dois desenfreadamente, que adoram o tipo. Um tempo depois ela começa a vaguear pelo quarto, mas o tipo não percebe metade do que ela balbucinou. Olha pela janela, e começa a não acreditar no que está metido… Levanta-se, e dá-lhe um beijo na testa. Naquele momento ele já não quer sexo, já não a quer comer loucamente. Diz-lhe que a vai meter na cama, que ela precisa de descansar um pouco. Ela beija-o, e ele deita-a na cama. Naquele momento, ela olha para ele e sorri. Ele perde-se nos seus olhos e sente um calor sufocante a invadi-lo. Beija-a. Mas mais uma vez mais, o beijo não dura 2 segundos. Ela levanta-se e começa a gritar que tem ali um poster dos White Stripes, que gosta do gajo, começa a falar dum livro qualquer, da bíblia, comenta de forma histérica o feitio dos copos na mesa, da cor das paredes, … Ele mais uma vez, abraça-a. Mas não fecha os olhos enquanto a abraça, muito menos a beija no pescoço, enquanto a aperta contra si, mas olha inerte para a parede, não sabendo o que pensar, o que fazer. De repente a Chan começa aos gritos, vai a correr à entrada do quarto e traz a guitarra. Diz que é uma estrela rock e salta para a cama, rodando a guitarra, que lhe salta das mãos, indo direita à cabeça do gajo. Morreu logo ali.
Há quem diga que foi uma noite de amor maravilhosa. Também dizem que foi sexo do melhor, louco e desenfreado.
Mas não percebo porque é que dizem isso, já que sexo, foi algo que definitivamente, não existiu.
arab
thread fórum sons
(2) (msg escrita a 01.07.03)
Primeiro que tudo, eu fui ao Porto ouvir as canções da Cat Power. Cá pelo lado arab, não há cultos de personalidade parvos. Claro que em certos casos, a música e o resto, não é dissociável...
Mas lembro o caso do Eitzel no Lux, e pelo que me contaram, no Mercedes. E sou o primeiro a dizer que se calhar, tivemos sorte, nessas noites.
Mas todos conhecemos o Eitzel... E a forma como correram essas noites.
E às vezes as coisas não são mesmo dissociáveis. Não é por acaso que a acho linda. Há mulheres que acho giras, ou boas, ou interessantes. E há as outras, as lindas. É por essas que me apaixono.
Dizer isto para quê?
Para afirmar mais uma vez a minha admiração pela sua música, pelas suas canções, por ela. Mas salientar mais uma vez, que fui ouvir as canções dela e vê-la. Não vê-la, o que é muito diferente.
Se eu visse a Chan num café, pensava "olha ali a Chan...", olhava para ela um momento, e ia à minha vida. Não ia ficar a olhar para ela feito parvo, ou a ver as figuras que ela poderia fazer, ou não, no café. Tenho mais que fazer porra. Já me bastam as minhas merdas. Mas há algo muito importante que nos une, a música.
E fico triste porque se calhar, dificilmente ela cá virá outra vez, e não ouvirei as músicas que amo. E vê-la a exorcizar os seus demónios, enquanto eu exorcizo os meus... Olhando para ela, e ela para mim... Ela em palco, eu (nós) no público juntos, à procura de força, onde ela definitivamente, às vezes não existe...
Isso não se passou, e talvez a Chan não tenha essa capacidade. Eu digo que tem. Ouçam os discos dela. É preciso coragem e força para fazer discos assim. E sei de concertos maus, mas também sei de bons...
Naquela noite não resultou... Acontece... E com a Chan tudo é possível, assim como em outros.
E para mim não houve nada memorável, nem concerto, nem nada. 2 ou 3 músicas no ínicio e com o decorrer do tempo, tudo descambou para algo muito atroz...
Eu tive vontade de subir ao palco e tirá-la dali. Houve uma altura, em que a chan esteve ao alcance de um braço, podia agarrar nela e levá-la para casa [sorriso amarelo] porra, eu não consegui olhar para ela, para a situação. Foi quando discutiu mais uma vez com alguém. Eu olhei para ela e não fui capaz, virei o olhar. Olhei para o chão, olhei para o público, algumas caras eram de autêntico gozo... Olhei para o chão, e voltei a olhar para o lado. Vejo a Outsider a olhar para mim, e eu olho para ela. Há olhares que não precisam de palavras. E pelo que me pareceu, o tipo gritou "sing!". Na discussão o tipo dizia-lhe algo como, "eu gosto de ti", "só quero ouvir as tuas canções", "não disse por mal..."
(mas diga-se também, que houve gente que teve atitudes muito violentas, alguém falasse comigo daquele modo, era um murro nas trombas e talvez algo mais, mas, com toda a situação gerada... se calhar até teriam alguma razão... ou não, nada justifica algumas reacções que vi)
Eu ia preparado para o pior. Como fui para o Eitzel. Lembram-se da minha ansiedade, camaradas? Como iria para o Lanegan, se ele cá viesse há uns anos. Com o Kozelek. Como irei para Shawn Smith...
Aquilo ultrapassou tudo. não estamos a falar de uma noite rock, como muitos pensam aqui, e fazem algumas comparações. Esqueçam. foi muito mais do que isso...
E fico ainda mais triste ao constatar, que isto se pode tornar numa lenda...
Mas há um momento, que recordarei para sempre. A Chan tresloucada no palco, e o vocalista dos Migala vai para perto dela. O olhar dele, o olhar dela. O estender de mão dele, para a Chan. Alguém tentou... Mas não conseguiu...
(e no sábado percebi porquê. a música dos Migala... sempre a música...)
Foi muito mais que rock... E quem não esteve lá, desculpem mas tentem compreender, nunca imaginarão aquilo. Não façam filmes. Não tem nada a ver com fans, ou expectativas, ou rock, ou conhecer ou não a obra dela, ou gozo, ou incompreensão, ...
Só quem lá esteve. E não digo isto com orgulho, nem com pompa. Nada. Nada disso. Acreditem.
Eu ainda não sei muito bem o que pensar, e sinceramente, por mais que me doa dizer isto, não sei se estive à frente de uma menina mimada e caprichosa, a quem convenceram que era muito rebelde e maluca...
Ou um anjo perdido, neste mundo de energúmenos, hipócritas e cínicos. Estúpidos do caralho. Da vidinha de todos os dias. Sem espaço para respirar e às vezes para gritar, pois não se consegue. Simplesmente não se consegue. Mundo de merda.
Mas eu sou obrigado a ter dúvidas, e no caso da primeira, entramos noutros campos, e se há coisa que eu não admito é sobrancerias, ou que me fodam...
Mas se calhar naquela noite não deu. Ela naquela noite... Não aconteceu...
Não sei. Que vontade de subir ao palco, abraçá-la e tirá-la dali. Estou confuso e triste com o que aconteceu. Merda.
Como alguém me disse nessa noite (um abraço) não sabia quando é que conseguiria ouvir de novo, um álbum da Cat Power. Eu desdramatizei. Pois... Eu há pouco tentei. Não consegui.
adeus
arab
thread fórum sons
(3) (msg escrita a 02.07.03)
Naquele texto a quente, como só pode ser, num thread monstro em formação, se calhar fui um pouco confuso, mas aquela noite ainda quente na cabeça e o próprio thread deixou-me doido...
Subscrevo tudo o que lá escrevi. Fui o mais sincero possível.
Mas no meio da loucura do thread e do meu texto, não escrevi que nas primeiras músicas, tocadas pela Chan, cheguei a fechar os olhos. Aquela voz... E como já disse estava preparado para ouvir 10 minutos de histórias entre uma música e outra... Mas isto falta ao meu texto no thread demoníaco. As primeiras músicas, a voz dela, as notas soltas no piano, fechei os olhos e sorri com mais uma introdução marada... A voz dela, e volto a fechar os olhos...
Depois...
Depois já sabem...
As próximas 2 horas e meia...
adeus
arab
thread fórum sons
Rádio@... (msg escrita a 02.04.03)
Rádio - É um tempo de trevas
Eu já falei tantas vezes aqui no fórum da rádio, e neste momento não me apetece mesmo nada abordar este assunto. Estou cansado. Cada vez que se fala do estado a que se chegou, com a esperança que haja melhoras, com as lembranças dos programas passados que ouvia-mos, e um tempo depois as coisas descem mais, e vão descendo, descendo…
Subscrevo por inteiro muitas das mensagens lá para cima, e esta frase do Yggdrasil diz tudo: É um tempo de trevas.
Os programas de autor foram completamente eliminados ou desterrados na rádio portuguesa.
Aquando do salvem a música portuguesa e do debate surrealista na tv, é delirante que a pessoa que foi atacada tenha sido o H Amaro, que justamente com um programa de autor, mais fez pela música portuguesa nos últimos anos. (100%) E independentemente da forma saudável como a A3 lida com a gestão play list/algumas iniciativas… (mesmo assim uma sombra irreal daquilo que já foi…), quando foi a última “mudança” também aqui referi a parvoíce daquela opção dos apontamentos de 5 minutos que o Yggdrasil fala. Não só com o Costa à Costa, mas com o 100%, programa de hip-hop, e a novidade da abordagem à world. Porque não ter um programa como deve ser dedicada à word? Porquê dizimar os programas de autor?
O Clandestino foi a última baixa, já que foi desterrado para o domingo, voltando a Indiegente.
O António Sérgio deixou de emitir a nível nacional, e quem não está em Lisboa, Porto, tem opções que nunca mais acaba…
Dos muitos programas que referiram aqui: o Som da Frente, talvez o programa que nos deu cabo da cabeça a todos, não? hehe, O programa do H. Amaro e Z. Pedro, que foi reeditado há pouco tempo com o Miguel Quintão. O Café Virtual do A. Cabrita, a única concorrência que naquela altura o Álvaro Costa teve na rádio. Única não, que uns anos depois e durante algum tempo, o Menino é Lindo espreitava no mesmo horário. A X-fm… não vamos falar dela… Dos Três Duques, Painel Nocturno também não… (Da únicas emissões do Painel Nocturno. Da magia dos especiais e transmissões dos festivais, etc.) Das saudades que tenho, de ouvir o Álvaro Costa na rádio. Do Miguel Quintão. Que pelo menos aqueles que restam como o Indiegente do Nuno Calado, sejam tratados como devem. E uma palavra para dois programas que ouvia irregularmente (gostos são gostos hehe) mas para mim, também dois grandes exemplos de programas de autor, o de hip hop com o J. Marino e Alta Tensão com A. Freitas.
A rádio para mim é descoberta, paixão, partilha de sons, ódio, escrever num papel algo de que se gostou muito, detestar algo que se está a ouvir, deslumbramento, magia, e além de sons também palavras, comunicação. Será impossível voltar a ouvir na rádio esses espaços de inconformidade, em que a partilha, a descoberta, a independência, a paixão da rádio é levada a sério? Programas com coluna vertebral. Parece que é incomodativo ter homens de rádio a sério que escolhem e produzem os seus programas pela sua própria cabeça, em que a partilha, divulgação e a descoberta são algumas das metas a atingir.
E encontrei um companheiro que também ouvia a Margem de Certa Maneira na Comercial. hehe Era com o Rui Vargas. 01h-03h. Acabou quando o António Sérgio ingressou na Comercial, depois do fim da X.
E para quem acha esta conversa inútil, pois há a net, etc… Eu sei o que é estar sem net durante uma data de tempo. (sem slsk, ou similar hehe) ou não a poder utilizar de forma regular. Nem toda a gente compra a Uncut, Mojo, Wire, etc. Além disso é preciso ouvir o que se lê. E conversas à parte, não há nada como ouvir algo na magia da rádio, ouvindo a chuva ou o vento lá fora, bem apresentado, ouvindo, sentindo. Naquele determinado momento. Contextualizado. Com 2 ou 3 frases certeiras. (com o Álvaro Costa, acrescentar mais algumas frases. hehe
Bem, não gosto disto. Nostalgias parvas. Mas porra, é como diz o Yggdrasil, é um tempo de trevas.
E esta discussão faz todo o sentido neste thread, num dos grandes programas de autor que ainda restam. Em que a expressão programa de autor é levada aos limites. Que representa quase tudo o que defendi aqui sobre a rádio. E como já escrevi aqui uma vez em que me referi ao programa, ele tem algo de especial. Está a fazer muita falta, tendo em conta os tempos que correm no mundo. Nos nossos mundos.
Arab (mensagem terminada com um sorriso lembrando Beck nos 3 Duques, os momentos únicos do Painel, a voz inconfudivel do A Sérgio, as delirantes apresentações dos temas a tocar pelo M Quintão. O saber que apesar de tudo, há Indiegente no domingo e no sábado volta a Íntima Fracção) sim, eu gosto de Rádio. E deixei de a ouvir. Porra!
thread fórum sons
Rádio@Antena3...23.03.03 (msg escrita a 07.06.03)
saudades do painel nocturno...
(...)
mas referes-te ao tempo do álvaro costa, n. calado, h. amaro, no painel nocturno
ou à última fase com h. amaro, n. calado e n .galopim (a tempo inteiro) ?
bem, deve ser das duas...
e o indiegente/clandestino do n. calado, um dos melhores programas de autor que a rádio teve e ainda tem, ter sido desterrado (outra vez...) para os domingos é uma atrocidade!
pelo menos não acabaram com ele, como aconteceu a outros na mesma estação e nem falando de outras frequências...
apesar de tudo a 3 a comparar com a maior parte, ainda transporta a esperança que um dia as coisas mudem outra vez, para melhor.
vamos lá ver.
adeus
arab
thread fórum sons
Twinemen@Musicais.03 (msg escrita a 18.07.03)
Magia no Musicais - Twinemen
Que grande noite!
Perto da meia-noite e tal, percebi que teria problemas para sair do Jardim do Tabaco e apanhar o comboio. Se algumas vezes, noutros concertos, isto provoca-me alguma ansiedade, hoje com o que se estava a passar ali, 2 segundos depois deste pensamento, estava a borrifar-me por completo! E logo de seguida continuaria a dançar de acordo com os sons mágicos, com aquele ambiente, tão difícil de encontrar em noites de concertos. Sim, porque há bons concertos, há grandes concertos, há aqueles que nos extravasam por completo, e depois há estes, em que não conseguimos explicar o que se passou, tal a música, os músicos, o público, a sala e sei lá mais o quê, começam a caminhar no mesmo sentido, de mãos dadas, sorrindo e pairando um pouco acima do chão...
Há frente do palco não havia cadeiras nem mesas, como na igualmente noite mágica do Howe Gelb, mas pessoas enfeitiçadas com a música que era tocada pelo génio (sim, o génio ) Dana Colley; o vibrante e sempre bem disposto, Billy Conway; a postura contagiante, o olhar felino, da Laurie Sargent; e não esquecer o Tom Waits no baixo. hehe
Numa das discussões aqui no fórum, por altura da edição do álbum e dos concertos por cá, a que não pude ir , mas já com imensas audições do álbum em cima, (e quem não se lembrar, antes da saída do álbum, a minha assinatura foi durante muito tempo os bonecos do álbum) escrevi isto numa discussão:
A Orchestra Morphine foi formada para a digressão do álbum "The Night", já terminado aquando da morte de Mark Sandman.
Os Twinemen é uma banda nova em que alguns dos elementos pertenceram, ou tiveram uma ligação bastante forte com os Morphine.
Não renegam o seu passado, muito pelo contrário. Tem por ele saudade e carinho. Talvez seja por isso que cantam algumas músicas dos Morphine nos concertos. Acho compreensível que as coisas ainda estejam muito quentes... Por mim estão.
Mas os Twinemen têm um caminho próprio, descobertas e outros horizontes a atingir. São estas caracteristicas que os fazem tão próximos dos Morphine, e ao mesmo tempo já tão distantes... (para quem quiser compreender)
Chamar aos Twinemen banda tributo é uma injustiça. Isso é coisa que eles não são. Pode-se gostar, ou não. Agora banda tributo, pela forma como os Twinemen aparecem, se dão a conhecer, com o álbum que está aí para todad a gente que quiser ouvir, é uma ofensa...
Dana Colley tem uma maneira única de tocar saxofone. Billy Conway tb é um músico ímpar.
Até o álbum com o Lawrence Ferlinghetti, às vezes parece Morphine. Será o "Coney Island of the Mind" um tributo aos Morphine?!?
arab
Com o concerto desta noite, volto a sublinhar tudo o que escrevi, e acrescento a magia e a forma magistral como todos os que estavam em cima daquele palco, viveram a música e nos ofereceram uma noite tão especial. Até eu, que já ia preparado para uma boa noite de música, não estava à espera daquilo que se passou... E acrescento também ao texto, a deslumbrante Laurie Sargent e a sua postura em palco. yeahh!
Para quem está com um sorriso cínico, a ler isto tudo, foram tocados 2 temas dos Morphine. Um numa altura especial, com uma apresentação peculiar do Dana Colley, que levou Billy Conway às gargalhadas. E o último tema no verdadeiro encore. Houve um falso encore :) , e um verdadeiro encore que não estava previsto. Mas a noite foi mesmo especial, para todos! E o fim do concerto, foi com o público a cantar, os músicos a sair do palco um a um, sendo o último a sair, Dana Colley, tocando o seu saxofone. Momento único e que recordarei para sempre.
E sim, claro... Houve uma altura em que fiquei com um nó na garganta, quando Bill Conway, cantou aquela canção. Confesso que houve outras alturas, em que me emocionei. Eu cheguei a ver Mark Sandman no musicais. Mas não estava em cima do palco a ser evocado pelos amigos que lá estavam. Estava no meio do público, dançando e rindo, bebendo uma imperial, tenho a certezaque um pouco antes esteve a praguejar, quando soube o preço da imperial , mas ele sorria e dançava, a música que os seus amigos tocavam de forma mágica no palco, e no meio dos outros amigos que à volta dele dançavam, os novos caminhos trilhados pelos Twinemen. E agora estou emocionado outra vez, e quero que vocês se fodam.
adeus
arab
thread fórum sons
Goldfrapp@Coliseu.03 (msg escrita a 09.07.03)
(...)
Gostei do concerto de Goldfrapp. Gostei mesmo muito dela. hehe
Diferente de como se apresentou no Sudoeste... Ela também está um pouco diferente... O concerto tem algumas partes mornas, não necessriamente nos temas do 1º álbum (muito pelo contrário). Parece que os temas mais lentos deste último álbum, não resultam tão bem ao vivo. Os temas mais electroclash hehe aqueceram bem o coliseu. E a atitude e postura da Allison, bem ajudou a que a temperatura fosse por aí a cima. Os temas do 1º álbum continuam mágicos, e eu que não estive na Aula Magna, que bem resultaram eles no Coliseu, um ambiente bem porreiro. Bonito.
Também não foi nada de especial hehe Um concerto bem porreiro. E se me surpreenderam imenso, a Allison surpreendeu muito mais.
Se em vez da seca do virgenzinho do Moby, pusessem este concerto no Meco, com metade do pessoal com os copos, a outra metade drogada, era o fim do mundo! E que bom fim do mundo era! looool
(...)
thread fórum sons
...@... (msg escrita a 04.02.03)
Durão Barroso, o ridículo
Com a minha ausência da net e do fórum, quando aqui cheguei hà uns dias, entre uns álbuns estive quase a falar de algumas coisas que me estão a chatear mesmo. Mas como já no outro fórum me passei ás vezes, e vocês sabem aquilo que eu penso… e quero/preciso pensar noutras coisas.
Esta merda é a gota de água. Porra.
"…uma única voz…"
oh pá.
São as comissões de inquérito na assembleia da república com os seus jogos infames. A própria assembleia com as atitudes de alguns partidos, que se dizem democráticos e respeitadores dos outros. Algumas alterações à lei do trabalho, inconcebíveis em qualquer país civilizado. O Santana Lopes (como eu ando a odiar o homem…), a tentativa de matar o Bairro Alto. Aquele energúmeno vai ao bairro e vê coisas que o escandalizam. Um pessoal a beber copos na rua, outro a vender droga, outro ali mais à frente a fumar um charro. Gente esquisita a passear, bares abertos depois da meia noite, meu deus!! Porra, quer dizer que nas suas noites longas na Kapital e outras festas nunca viu coca, todo o tipo de droga, prostituição, etc. hah, por esses lados o pessoal é respeitável e impoluto, como sabem. E os jovens andam tão bem vestidinhos e compostinhos, tomam lá coca e pastilhas, ora essa!! E como sabem não mora ninguém em Santos. Como não mora ninguém na Praça da Alegria e na Rua do Salitre. Sim, porque o casino traria segurança e sossego aquela zona, e os bares do Bairro Alto, trazem desgraça e destabilização à zona.
Sim, é preciso o casino para revitalizar o Parque Mayer, o teatro essa arte nobre. Enquanto se mata de uma forma atroz uma das companhias que mais fez pelo teatro em Lisboa/Portugal. Os Artistas Unidos. Enfim…
Depois as portagens da crel na forma como foram anunciadas. Não está em causa existir portagens. Mas para quem não saiba, nesta zona existem duas formas para chegar a Lisboa. Pelo comboio e pelo IC19. Só. Não há alternativas.
A arrogância, os energúmenos que aparecem querendo impor a sua maneira de viver e como a vida deve ser correcta…
UMa só voz…
Enfim…
Já chega. Mas cada vez tenho mais vontade, eu que até sou um tipo contra a violência, de ir partir umas montras e incendiar uns carros…
E com tudo o que se passa, e ainda se passará. É sempre a descer…
arab
thread fórum sons
(...) (msg escrita a )04.02.03
código do trabalho: (de memória)
- prolongamento dos contratos a prazo.
-liberalização dos despedimentos.
-restrição do direito à greve
-o escândalo do trabalho nocturno. (das 19h passa para as 23h ou 22h)
é preciso mudar alguns vícios num código já antigo? de acordo. é preciso flexiblizar algumas leis? de acordo.
agora civilização para mim, não é a lógica da globalização capitalista.
(...)
thread fórum sons
...@... (msg escrita a 28.08.02)
É pa, vamos la ver uma coisa...
O que se trata aqui é uma questao de ilegalidade. Se eles não podem estar ali...vao ter que sair...
Não se vai abrir uma excepção para os Srs. Okupas.
Isto é se queremos continuar a ser um Estado de Direito.
E porque não conceber uma lei de excepção para a casa encantada...
Assim já fica dentro da legalidade...
Quando a direita ganhou as eleições, neste fórum algumas vozes pessimistas fizeram-se ouvir. Uma delas foi a minha, mas sinceramente, até eu julgava que tinha exagerado um pouco...
A perseguição que se instalou a tudo o que pode apresentar ideias de esquerda, roça já o ridículo... (o cartaz do 25 de abril... todas as manifestações culturais que foram mortas de forma atroz... etc E os episódios paradigmáticos de uma mentalidade que aos poucos vem ao de cima - a religião oficial do estado... um deputado da nação que é agredido e cidadãos europeus a quem são negados os direitos de cidadania europeia. Todos assobiam para o ar... E o caso surrealista do cherne a dizer ao Francisco Louçã que ele lhe lembra os seus tempos de juventude... (isto diz muita coisa...)
Só uma pergunta:
Aquele edifício é o que está em pior estado em Lisboa? É o que apresenta maior perigo para os ocupantes e traseuntes?
oh pá...
Já agora, e com as devidas distancias, expulsem também os Artistas Unidos do Edifício Capital - Teatro Paulo Claro. Além de aquilo ser um perigo de edifício, também as peças e atitude que fazem parte dele, também o são...
(pelo menos assim deverão pensar estas brilhantes cabeças que estão na cml, já que estão a dar cabo de tudo e mesmo tudo, que não esteja de acordo com os seus ideais, moral, visão de vida...)
Fomos pessimistas?
Sei lá... Isto ainda mal começou. Talvez agora comecem a fechar o bairro alto. Fica só a 24 de julho e as docas. Além disso o bairro alto é um local onde se conspira, cheio de gente que não trabalha, de poucas vergonhas, e onde o pessoal se junta aos mais de 3 nas esquinas a conversar...
Além disso, se for como o energúmeno do Paulo Portas deseja, não tarda nada andamos na rua ao estalo uns com os outros...
Sim, porque só os parvos que não querem trabalhar é que não concordam com o começo do horário nocturno ás 23h, os contratos virtuais, etc...
Enfim...
Também é impressionante a quantidade de acordos verbais que o João Soares fez...
dakota
thread fórum sons
Petralee@Catacumbas.03 (msg escrita a 23.05.03)
Blue Moon, Blue Moon
Não, não é um thread de devoção a essa série única e impagável.
Mas sim, uma das canções cantadas, pela Petralee nas Catacumbas.
Eu não sei muito bem o que dizer... Depois de ler alguns comentários no fórum, a forma aguerrida como o Fernando Magalhães a recrutou hehe, o que já me tinham dito, ia com bastantes expectativas. Como escrevi aqui.
Mas... A Petralee começa a cantar e o que senti foi: eh pá... isto não se está a passar... não, não pode ser... a Petralee, enquanto canta, e mexe os ombros daquela forma única e sorri, senti-me a viajar para uma qualquer cave noutro país, para outro tempo, onde nunca estive.
E porra, acreditem que não estou a ser simpático, nem a inventar. quando estiverem presentes, compreenderão o meu delírio.
E quais expectativas. à 3º canção, eu queria descobrir, era onde realmente estava...
E não é uma voz, mas duas. E como o tal grego toca piano. hehe
Mas, Petralee, eu até tenho medo do que acabei de escrever, porque sei que não estou a conseguir transmitir, o que verdadeiramente senti e como me diverti. Os meus parabéns.
(...)
thread fórum sons
...@... (msg escrita a 22.09.02)
oh pá... viva o Paulo Portas!
Quero ver se não chego atrasado ao Largo do Caldas.
Que perseguição infame, ao homem honrado e com coluna vertebral no sítio. (refiro-me, claro, ao Paulo Portas)
Quem fugiu e não enfrentou a situação foi o Ferro Rodrigues, que se recusou a comparecer no debate da TVI, onde estava, pronto para dar explicações e esclarecimentos, o Paulo Portas.
Parece que ficaram na Assembleia da Republica à espera que o Paulo Portas fosse lá. Dar esclarecimentos na Assembleia da Republica sobre este caso?! Como foi dito e bem pelo Paulo Portas, a TVI é o local indicado para estes casos. Eu acho que tem toda a razão.
A comparação que ele faz com o Sá Carneiro é justíssima. O Paulo Portas, como sabem, é o discípulo que liderará o povo de direita (o bem formado que aparecerá hoje no largo do caldas, como bem referiu o Nobre Guedes, o outro como sabem, é mal formado. Aliás, não tem formação nenhuma, essa gentalha.)
E o corajoso e digno Paulo Portas, nunca abandonará o Ministério da Defesa. Ele não vacilará aos poderosos que querem a sua cabeça, aos atentados que estão a ser engendrados para o eliminar. Não. Ele é um homem de coragem, e aguentará tudo. É um homem honrado que não fugirá à sua responsabilidade. E essa gente poderosa, que tudo domina e controla, não vencerá o garante da justiça, honestidade, coragem e hombridade, que é o Paulo Portas.
Hoje o povo comparecerá no enorme largo do caldas para dar o seu apoio a esse grande homem, que combate todas as injustiças deste país com uma dignidade e honra, no mínimo atroz. Sim, porque eu lia o Independente. Não por causa do MEC, nem do "vida e variedades", etc. Mas sim, pelas crónicas do Paulo Portas. Opiniões essas que me alertaram para o que deve ser um politico, um homem de estado.
É com uma admiração enorme que vejo o Paulo Portas continuar nesse caminho. Hah grande Paulo Portas.
Por todas estas razões, estarei no Largo do Caldas!!!
Além disso, como também referiu esse paladino da justiça, essa vitima desgraçada de tudo e todos, que querem derrubá-lo e com ele o país, a moral, a dignidade, a pátria, a ordem, a estabilidade, (onde andará a p.i.d.e. para proteger os nossos lideres desta gente), foi o povo que o elegeu para o governo.
Já estou atrasado. É ir beber um café e Largo do Caldas.
adeus
dakota
thread fórum sons
GYBE!@Garage.02 (msg escrita a 30.01.02)
(1)
Sabem aquela sensação de caminhar à chuva, de repente começar a chover torrencialmente e parar a olhar para cima apanhando com a água toda a escorrer pela cara…
Hoje estive parado de olhos fechados, olhando para cima com a água a bater-me na cara…
Dakota sem mais palavras
thread fórum sons
(2) (msg escrita a 30.01.02)
Gybe! notas soltas
Depois do concerto de Sigur Rós durante muito tempo tive dificuldade em falar do que tinha assistido / sentido. Com o concerto de GYBE! está-se a passar exactamente o mesmo. E este facto é a única comparação que faço entre os dois. Tirando isso foram dois concertos totalmente diferentes um do outro. O que um tem de belo, harmonia, arrebatamento, o outro responde com violência, sofrimento, deslumbramento total e esperança…
Não digo a quais sentimentos correspondem uns e outros pois era tarefa impossível e ia entrar em paradoxo, mas os concertos de uma e outra banda são mesmo isso – paradoxais. (ok. Comecei a alucinar…)
Vão dizer também que enlouqueci, mas o concerto de GYBE! só faz sentido com algum sofrimento físico.
Por altura do concerto de Sigur Rós entrei numa discussão acerca do CCB (detesto a sala do CCB), penso com a Croglina, mas assumo que o concerto de Sigur Rós resultou de forma única no CCB.
Como o concerto de GYBE! só resultaria no Garage.
Revejo-me na visão do Lestat.
Dakota com febre (porque é que sempre que vou ao garage adoeço?)
thread fórum sons
delírios@... (msg escrita a 01.03.03)
A vocês também acontece esta porra?
Está bem que o meu olhar ensonado, as olheiras e sei lá mais o quê… pode gerar esta situação. Mas já agora pergunto-vos se há aqui mais alguém que seja sempre abordado por aquelas personagens na baixa a tentar vender droga. (se calhar tem alguma coisa com o facto de gostar de música, nunca se sabe… :>
Porra. Ontem foi demais. Ou tinham recebido um carregamento na véspera (se calhar caldo knorr… :> :D)
A sair daquela livraria nos restauradores, lá vem um "heee, queres haxe?". Ok. Lá segui eu o meu caminho. Perto da estação do rossio, mais uma abordagem, desta vez sem se perceber o que o tipo disse. No principio da rua augusta a abordagem internacional (vá se lá saber, também levo com esta, de vez em quando) a muita característica: "youu haxxeee. Hey, haxee you". Finalmente a caminho da kingsize, tive a clássica. O tipo passa por mim, estica o pescoço como se fosse um pato a ter cólicas, e atirando o braço para trás enquanto abre a mão, grunhe "haaxxexexexexe, haaaaxxexexxexxee".
Enfim… :D
Adeus
arab vou arrastar-me para o coliseu
thread fórum sons
Cousteau@Garage.02 (msg escrita a 06.10.02)
Blue Melody
Mas porra...
Não foi mesmo ninguém a Cousteau...
Lá tenho de escrever isto.
Quem foi compreenderá a razão deste título...
Eu da primeira vez no Garage, ia com algum receio de ver um pastiche de Tindersticks, Divine Comedy, Scott Walker, etc.
O que encontrei foi uma banda com uma atitude muito boa. Um bom sentido de humor e uma melancolia desarmante. Como naquelas noites em que contamos as nossas desgraças aos amigos, entre um copo e um sorriso.
Ontem gostei de os reencontrar.
O Garage estava mais vazio do que a 1º. E isto depois da passagem dos Cousteau por vários festivais... (bilhetes a 4 contos?... enfim...)
Notou-se que entraram um pouco a medo. Talvez devido às clareiras do Garage...
Logo tudo se dissipou. Os Cousteau dispararam no seu caminho habitual e o público entrou nele.
Comecei a ver o concerto no meio da sala. Mas com o ambiente que estava instalado, aquele não era o sítio ideal. (estar sozinho no meio de uma clareira, começou-me a incomodar... ) Desloquei-me para um dos bares. E encostado a ele, não tendo problemas em ver o palco, bebendo uma imperial, deixei os sons melancólicos dos cousteau me invadirem, enquanto pensava numas merdas... sempre com um sorriso nos lábios.
Faltou fumo. Muito fumo ao garage ontem, para a noite ser perfeita.
Os Cousteau não são a melhor banda do mundo, nota-se as influências, mas é sempre bom quando elas se diluem no talento da banda. Quando cá vierem, tentarei lá estar outra vez.
Mais uma vez, uma magnífica interactividade entre banda e público. Boa atitude. Uma grande noite.
(no outro concerto, um dos tipos, que tocava guitarra, trompete, teclados, etc, não estava lá ontem, certo?)
adeus
dakota sim, preferia ter ganho bilhete para Perry Blake... mas tb queria ver Cousteau. Ainda bem que não escrevi este texto ontem. Podia estar melhor, mas já me tinha arrependido… de certeza...
thread fórum sons
Alucinações@... (msg escrita a 24.05.02)
Sons da febre, etc, etc
O fórum ainda existe?
Estive fora, depois o pc deu o berro e eu também... O que é que se ouve com quase 39 e tal de febre e quando se está de cama mais de uma semana?
Sons da febre: (não esquecer os auscultadores)
Na procura de sossego ou universos alternativos, a coisa funcionava assim:
Levantava-me e tomando cuidado para não tropeçar no cabo de 7 metros dos meus auscultadores, arrastava-me até à prateleira. Diante dela escolhia 5 cds que inseria na aparelhagem. Voltava para a cama. Operação repetida um tempo depois.
Como é óbvio, ouvi alguns álbuns que não ouvia há muito tempo. E que bom foi reencontrá-los!!
O pior foi a arrumação. Como sempre, não voltava a meter os cds nas caixas respectivas, mas nas outras de onde tirava os cds para trocar. Ainda estou à procura de cds... que isto em 10 ou 15 até é engraçado. Agora com mais... que ninguém me peça cds emprestados... é capaz de levar calexico na caixa de massive atack
Alguns álbuns reencontrados na febre:
Massive Atack – "Mezzanine" (que bom ouvir inertia creeps. Não tenho paciência para o tema da elizabeth fraser. A esta distância... que grande seca! que grande álbum
Scott Walker – "Tilt" (um álbum do qual ainda hoje não sei muito bem o que dizer...)
NIN – "The Fragile" (outro...)
Nick Drake – os três álbuns.
Eric Mingus – "Um...Er...Uh..." (...I REJECT THIS REALITY!!!! QUESTION YOUR FREDDOMMM!!!!!!!!...)
Spiritualized – "ladies..." descobri que não está na prateleira..., "let it...", "the abbey road EP", single – "I think I´m in love" (esta letra não existe...)
4 hero – "two pages" (o 1º cd)
Miles Davis, John Coltrane, Charlie Parker. (com tanta porcaria que ouço, não percebo porque não ouço mais vezes os discos destes senhores...)
Nina Simone também.
Alpha – "Come..." (um dos melhores álbuns de sempre. Eu repito: um dos melhores álbuns de sempre)
Beck – "Mutations" (com tanta atenção que certa alt.qualquercoisa tem agora, este álbum do Beck era bem respescado. alguém se lembra dele?)
E muitooo mais coisas. Mas os dois Reencontros com letra grande:
Tricky – todos até "Pre-Millenium Tension" (incluindo Nearly God)
Primal Scream - "Screamadelica" "Vanishing Point" "Echo Dek" "XTRMNTR"
Foi um dia inteiro com os sons paranóicos, alucinados e algo dementes do tricky. Não sei se me fez bem... estes álbuns são únicos. E duvido que alguém chegue perto desta loucura. Pelo menos a este sítio onde o tricky estava e fazer estes discos...
Numa das noites vi-me naquela cena do 5º elemento, em que o tricky faz de tricky... LOL e tivemos uma conversa interesannte... Acordei de repente pior da garganta e mal respirava.
Primal Scream... os álbuns continuam perto da aparelhagem. Acho que durante dois dias não ouvi mais nada.
Tou farto de escrever.
Os tipos estão em benicassim! Eu quero Primal Scream no Sudoeste!!
Ontem fui comprar Y’s, Dn+ e blitz's atrasados.
Na loja do Público ainda há o cd/livro "haydn & mozart". 5 euros.
Na loja do Expresso disseram-me para ir ao edíficio. Lá andei perdido pelo Expresso... literalmente... até encontrar as escadas lá para cima. Tentei não pensar no facto de participar no fórum sons, não houvesse telepatias negras que o descobrissem. Subi as escadas e entrei... Continuando a pensar na minha condição de forense e sabendo o perigo que corria. Disseram-me que era no buraco ao lado. Temendo o pior lá entrei na sala à esquerda. E não é que a rapariga que me vendeu os blitz’s era bem interessante...
Na loja dos restauradores comprei a Les Inrocks. Traz um cd bem interessante. Ainda ficou lá um exemplar.
2Collector 2 – rares & inédits"
entre outros:
portishead, jeff buckley, shivare e, sigur rós, etc
amanhã ou ainda hoje insiro aqui o alinhamento completo. Agora não me apetece passar que quero ler o fórum.
A VC estava às moscas e é impressionante como algumas novidades ainda são as mesmas de há um tempo... O novo espaço "nu-metal" está em destaque com a nova localização. Só falta uma banca com uns blitz's nas escadas.
A Fnac tem os cds caros como a merda. 4 contos?? 20 euros???
Como diz o João Gonçalves, em nova variante arabe, fodam-se!!
Acabam com o mercado. Falinhas mansas do oferecer a cultura. Concertos e tal. A nossa filosofia e mais não sei o quê... ohh pá
A mim nunca me enganaram. Mas de repente aumentarem assim os cds é estarem a gozar com as pessoas. Ainda por cima falam do atendimento fnac... aquilo já está como a virgin estava pouco tempo depois de abrir. Pergunta-se algo e não sabem patavina e ainda inventam com aquele ar "eu trabalho na fnac, sou muita bom..." não há paciência.
Mas já há algum tempo que deixei de comprar lá cds quando me apercebi que os cds iam aumentar e aquilo era só fachada. é porreiro para ler / consultar os livros e a bd. Dantes ainda fazia contas para comprar mais barato 200 ou 300 escudos na fnac. Neste momento dou de boa vontade esses 200 ou 300 escudos a mais na carbono ou kingsize. Pelo menos estou a contribuir para a defesa da música, a sua partilha, descoberta.
A fnac? Fodam-se.
hah. é verdade, a capa da les inrocks é com a monica bellucci.
Tenho pena de não ir ver o jamiro. Foram muitos anos à espera de um concerto por cá... mas o último álbum está uma porcaria. E ir à imensidão do P. Atlântico... não.
Além disso estão aí à porta dEUS, Gomez (eu gosto dos outros dois e este está muito bom. Não esquecer o EP - "Machismo EP" onde já se adivinhava a procura de novos caminhos. Aliás, não percebo muito bem a confusão que este álbum provoca em muitas mentes. Até parece que nos dois primeiros álbuns eles já não fugiam do usual e só neste é que se viram para a procura de novas paragens. Gomez=procura=experimentar=nunca esquecendo a sua música, seja lá o que isso for. Deve ser o habitual sindroma do 3º álbum. O quê? é o 3º álbum? já não gosto!!)
E Shivare e da minha Ambrosia. (não comeces outra vez João Gonçalves!
Qual de nós invade o palco?
que raio de dias para concertos. Segunda e Terça.
adeus
Dakota em recuperação
thread fórum sons
Lambchop@Garage.02 (msg escrita a 05.04.02)
Perfeito!
Há anos que em qualquer sitio onde escrevia/escrevo na net, lá me lamentava da ausência da orquestra por cá e o meu desejo de a ver.
Por motivos vários deixei o bilhete para a última já que não tinha a certeza se poderia ir...
Incerteza que me magoava.
Mas estive presente nesta noite perfeita! Noite inesquecível!
Ia com muita vontade de ouvir uns certos temas e até pensava que ficaria chateado se a orquestra de Kurt Wagner não os tocasse... quero lá saber! Não fizeram falta nenhuma! Que noite! Concerto memorável.
Já há algum tempo que não tinha tanto prazer em beber umas cervejas num concerto. Músicas tocadas na perfeição, no sítio certo, emoção sem ser lamecha. Com sentimento e com toda a ironia que é preciso para andarmos por aqui. E foi bonito ver todos os elementos da banda visivelmente contentes e Kurt Wagner quase emocionado da recepção que as suas músicas tiveram no garage. Isso tudo sem gritos nem histerias do público. Mas com uma imensa partilha de aplausos / sons / silêncio / música, das duas partes. Sintonia maravilhosa.
Fim do concerto. Caminhada lenta para a paragem de autocarros. Nem de propósito quem se aproxima dela é um dos eléctricos antigos que eu tanto venero. Quase vazio. Posso-me sentar à janela e lembrar-me de quanto me deslumbrava ir ali em criança. A sensação hoje é quase a mesma, olhando a 24 de julho com os sons da orquestra ainda na cabeça.
Umas dezenas de minutos depois, caminhada para casa. Começa a chuviscar lentamente. Sorrio. São noites destas que me fazem continuar.
Obrigado Kurt Wagner. Obrigado Lambchop.
Dakota
Ps - merda do garage. Gastei mais em 4 cervejas do que no jantar. Se fossem à...
thread fórum sons
Joseph Arthur@Redemption´s Son (msg escrita a 21.01.03)
Digo-te mais, quando o ouvi pela 1º vez cheguei mesmo a rejeitá-lo.
Quase o mesmo como aconteceu com o álbum que agora ouço - josh rouse . under cold... -
A sensação que tive foi idêntica. Repetir as mesmas fórmulas, os mesmo artificios para atingir apenas igual ao que já se conseguiu, mas mais bonitinho. A mesma temática, os mesmos sons lá ao fundo...
Enganei-me. No caso do josh rouse, a coisa ficou num álbum muito mais maduro. Existe uma evolução, mas não um risco total. O que se compreende. Eu gosto muito do álbum. Grandes canções. E espero o outro com alguma ansiedade, a ver onde é que isto vai parar...
O joseph arthur troca as voltas todas. hehe Esse não fez a coisa por menos! Já é um lugar comum dizer que alguns álbuns só fazem sentido, ouvindo-os muitas mas muitas vezes. Cada tema do álbum, entre os 16 ou 17, encerra inúmeros caminhos e paisagens. Cada tema é para ser ouvido como se fosse um álbum... lol É um album que não se esgota de forma alguma, tanto nas histórias, nos sons que aparecem vindos sabe se lá de onde e que nos levam para sítios parecidos aos encontrados naquela noite no sudoeste... É um álbum perigoso que ás vezes não se está a dar por ele, e de um momento para o outro, acordamos confusos como se acordássemos verdadeiramente de um sonho do qual nunca nos lembramos.
E deixando os delirios, joseph arthur utiliza as palavras e os sons, de uma maneira única, evocando metáforas, ironias, ambientes, interrogações, dor, esperança, vida, confusão, de uma forma magistral. Com uma simplicidade atroz...
arab
thread fórum sons
Joseph Arthur@Sudoeste.02 (msg escrita a 06.08.2002)
Estou cheio de sono e todo partido. Mas não resisti a vir espreitar o que se diz, aqui no fórum como na net e jornais. Uma vista de olhos rápida que o meu mal é sono. Ou então a 1º noite sem pó, música, calor, álcool, frio, e outras coisas...das últimas 5.
É delirante que o melhor concerto deste festival de dezenas de milhar de pessoas, seja um que foi assistido por umas cento e tal...
E delirante é uma das palavras... outras: planante, viagem, procura, estranho, demência, loucura, partilha, entrega...
O concerto terminou com o Joseph Arthur a mergulhar literalmente na assistência. Que o engoliu da forma mais insana que podem imaginar. Um momento totalmente doido, com todos a entrar de corpo e alma no espírito alienado (ou talvez não...) do concerto... só visto...
Eu próprio não acreditei que estava no meio daquele loucura. Mas ainda há pouco guardei o papel que apanhei do chão para dar ao tipo enquanto trocava umas palavras. Sim, o papel tem um desenho. Hehehe
Oh pá...
Sabem aqueles concertos que estamos a assistir e sentimos que se está a extravasar todos os limites, que aqueles momentos únicos vão ser isso mesmo, únicos... que nunca mais se repetirão e que tentamos abraçar tudo o que se passa... Foi um concerto assim.
E para quem não queria escrever nada já escrevi muito. Estou cansado. Muito. Tenho de ir dormir.
BRMC, Peter Murphy, Belle Sebastian, Bypass. A noite dos Chemical Brothers pela força descomunal e loucura generalizada que tomou conta daquele recinto.
Amanhã o descanso vai ser feito pelo fórum.
(...)
thread fórum sons

